Com crescimento de 120%, as mandatas denunciam violação ao direito à vida e pedem intervenção internacional
A Bancada Feminista do PSOL, mandatos coletivos na Câmara Municipal de São Paulo e na Alesp, junto às entidades: Instituto Peregum, Frente Povo Negro Vivo, Mães de Maio e Adelinas protocoloram um apelo urgente após o aumento exponencial das mortes de crianças e adolescentes por Policiais Militares entre 2022 e 2024. O pedido se depois da divulgação da segunda edição do relatório As Câmeras Corporais na Polícia Militar do Estado de São Paulo: mudanças na política e impacto nas mortes de adolescentes, elaborado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
Um dado alarmante aponta para o aumento de 120% no número de mortes de jovens entre 10 e 19 anos, por intervenção policial entre 2022 e 2024. Foram 77 vidas perdidas de crianças e adolescentes em 2024, contra 35 mortes no ano de 2022. Além disso, a maioria das mortes, 67%, era de jovens negros.
O número total de mortes por policiais militares em serviço aumentou 153,5% no mesmo período. Os índices apontam que essa crescente tem como causa a flexibilização no uso de câmeras corporais e a ausência de controle das forças policiais.
Entre os pedidos estão: que as famílias tenham garantias de assistência e reparação, que possam acompanhar às investigações e, que, o Estado aja com transparência e torne pública as estatísticas de mortes de criança e adolescentes em intervenções policiais. Link do apelo à ONU aqui.

